quarta-feira, 11 de outubro de 2017

História da Guitarra: Parte 3



Texto de Amanda Pontual


Nossa viagem pela história da guitarra continua com o instrumento já consolidado no mercado. Indispensável em qualquer conjunto musical, seja o estilo que for, mas principalmente no Rock and Roll, que a partir dos final dos anos 50 se torna o principal estilo musical ouvido pelos jovens.

Amado por uns, odiado por outros, o Rock começa a atrair multidões cada vez maiores. E os clubes se tornam pequenos para as apresentações. Casas de shows cada vez maiores, com filas de fãs do lado de fora e, por fim, estádios de futebol. E haja potência para levar o som a todas as pessoas presentes.

A Rickenbacker (que vimos no primeiro capítulo que foi responsável pelos primeiros modelos de guitarras elétricas) é uma das empresas responsáveis também pela evolução dos amplificadores que permitiram a grandiosidade destes shows. E os grandes  "garotos propaganda" desta marca foram nada mais, nada menos do que os Beatles.

O modelo 325 da Rickenbacker era o favorito de John Lennon. Desenhada por Roger Rossmeisl, foi lançada em 1958 e possuía originalmente 3 controles: volume, tonalidade e um seletor dos captadores. Porém o modelo usado por Lennon já possuía 2 controles a mais: outro de volume e outro de tonalidade.



Se por um lado, os Beatles tomavam o mundo com suas Rickenbacker em mãos, do outro lado do pacífico. vulgo nos EUA, a briga era entre a Gibson e a Fender. Como vimos em capítulos anteriores, os modelos Telecaster e Stratocaster da Fender se tornaram praticamente imbatíveis dentro do mercado. Especialmente a Strato, com sua ponte móvel e suas inúmeras possibilidades. Mas a Gibson tinha um gênio em sua equipe, chamado Les Paul, que lançaria um dos mais belos designs de guitarras de todos os tempos, a Gibson Les Paul Standard.

Modelo sem escudo

Modelo com escudo
Lester William Polsfuss, ou simplesmente Les Paul buscava desde os anos 40 um modelo de corpo sólido para que o mesmo não ressoasse quando amplificado e a energia das cordas não dissipasse no sustain. Tentou levar sua ideia para a Gibson, que em primeiro momento a descartou. Porém com o sucesso das guitarras de corpo sólido da Fender e da Rickenbacker, resolveu apostar.

E em 1958 finalmente nasceu a Gibson Les Paul, cujos modelos Custom ou Standard variam de acordo com o gosto e o bolso do cliente. Com captadores de bobina dupla Humbucker PAF (Patent Applied For), elimina ruídos indesejados e proporciona melhor sonoridade nas distorções.


Dentre os famosos que aderiram aos modelos Gibson estão Jimmy Page, do Led Zeppelin e Slash do Guns and Roses. Jimmy Page possui inclusive um modelo de guitarra dupla, uma de 12 e outra de 6 cordas, exclusivo da marca Gibson.

Slash

Jimmy Page


Guitarra Dupla, modelo SG


Continuem acompanhando nossas matérias. Em breve, mais um capítulo sobre a história da guitarra.
Leiam os capítulos anteriores:



Referências: 

Coleção Instrumentos Musicais: Guitarra. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP, 2012.

Guitar Collection Vol 3: Guitarra Psicodélica. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP.

Guitar Collection Vol 13: Guitarra Rock Britânico. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP

http://www.thecanteen.com/John325bigsby.jpg

http://www.rickresource.com/register/user_images/19482/4-fullsize.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/Rickenbacker_325

https://www.musicstore.de/INTERSHOP/static/WFS/MusicStore-Site/MusicStoreShop/MusicStore-MusicStoreShop/de_DE/longtext/GIT0039207-000/Gibson-Les-Paul-50s-Standard-Faded-Honey-Burst.jpg

http://archive.gibson.com/Files/USA/LesPauls/LP5_DBNH_Les_Paul_Std_50s_n_h.jpg

http://images.gibson.com/Lifestyle/English/aaFeaturesImages2010/slash-seated1.jpg

http://www.guitaraficionado.com/wp-content/uploads/2011/11/edit366GibsonSGPge.jpg

http://images.gibson.com/Lifestyle/English/aaFeaturesImages2009/Jimmy-Page_image004.jpg

terça-feira, 3 de outubro de 2017

História da Guitarra: Parte 2

Texto de Amanda Pontual

Postado originalmente em: www.acordesrecife.blogspot.com

No capítulo anterior, vimos os primórdios da guitarra elétrica e alguns de seus principais idealizadores. Neste segundo capítulo, abordaremos a consolidação deste que é um dos instrumentos mais populares dos séculos XX e XXI.

Em 1947, a guitarra de Paul A. Bigsby foi fabricada. A seguinte guitarra foi projetada pelo músico de country Merly Travis e, embora não tenha sido um grande sucesso comercial, possui uma característica que viria a se incorporar em grande parte dos modelos de guitarra de corpo maciço que surgiriam posteriormente. Todas as cravelhas se encontram do mesmo lado da cabeça, diferentemente dos primeiros modelos que possuíam 3 cravelhas em cada lado.

Guitarra de Paul A. Bigsby

Como vimos no capítulo anterior, no final dos anos 40 Leo Fender lança a guitarra Telecaster. O modelo trazia uma guitarra de corpo maciço, como fonocaptadores. O braço de madeira de bordo, cravelhas de um lado da cabeça, escudo preto e acabamento do corpo natural, dando à guitarra um design simples que rapidamente se popularizou.

Com a Telecaster, Fender queria um modelo simples e versátil, que conservasse o som puro das cordas, amplificando o seu volume.

Fender Telecaster


A Telecaster, no entanto, era apenas o prelúdio do que viria a seguir. Embora seja comercializada até os dias atuais, o modelo seguinte da Fender tornou-se a grande coqueluche do rock e é, até os dias atuais, um dos modelos mais requisitados pelos músicos.

Em 1954, nasce a Fender Stratocaster. O modelo possui 3 captadores de bobina simples, ao contrário da maioria das guitarras que possuem 2. Possui uma ponte móvel, com uma alavanca de trêmulo, que provoca variação na afinação do instrumento. Também possui um seletor de 5 posições: 1 Braço; 2 braço + centro; 3 centro; 4 centro + ponte; 5 ponte. (SALVAT, 2014)
Fender Stratocaster

O sucesso da Fender Stratocaster se confunde com a história de um dos mais meteóricos guitarristas de todos os tempos, o profeta da "religião elétrica": Jimmi Hendrix. A relação do Voodoo Child com suas guitarras era tão selvagem quanto sua relação com as mulheres. Ora doce, ora violento, dormia com suas guitarras e ateava fogo nelas em seus shows. Sempre executando malabarismos, tocando nas costas ou com os dentes. Até os dias atuais, é tido como um dos maiores guitarristas de todos os tempos, admirado por grandes papas como Éric Clapton.



"Ele tinha relacionamentos sérios e casos passageiros. Mas nada conseguia se colocar entre Jimmi e sua guitarra" revelou o baterista Mitch Mitchell (Comfort, 2010, p.38).


Jimmi Hendrix e sua Stratocaster


No mesmo ano de lançamento da Stratocaster, surge também a guitarra Semiacústica Gretsch White Falcon.

A fábrica de instrumentos Gretsch foi fundada pelo imigrante alemão Friedrich Gretsch em 1883. A Falcon surge como uma concorrente da Gibson. Diferentemente das guitarras Fender e seus modelos simples de guitarra de corpo sólido, a Falcon possui um design mais elaborado, com acabamentos dourados. Custava em média US$ 600,00, o que hj corresponderia a US$ 4 mil. Portanto era um sonho de consumo aos guitarristas.

Gretsch White Falcon

Alguns do ícones conhecidos por utilizarem este modelo de guitarra são Neil Young, Brian Jones(Rolling Stones) e Bono Vox
Bono Vox do U2
Nossa Viagem pela história da guitarra não pára por aqui. Em breve, um novo capítulo para os amantes deste instrumento. Aguardem!!!

Leiam também o primeiro capítulo desta série:
História da Guitarra: Parte 1

Referências:

Comfort, David. O Livro dos Mortos do Rock: Revelações sobre a vida e a morte de sete lendas do Rock'N'Roll. tradução Ricardo Giassetti, Roberta Bronzatto - São Paulo: Aleph, 2010.

Coleção Instrumentos Musicais: Guitarra. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP, 2012.

Guitar Collection Vol 1: Guitarra Rock. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP.

Guitar Collection Vol 6: Guitarra Country Rock. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo - SP.

http://www.premierguitar.com/ext/resources/archives/ba4454d4-3599-4536-b834-99b49e33b2b0.JPG

http://cdn.mos.musicradar.com/images/Guitarist/359/roland-g-5-vg-fender-stratocaster-630-80.jpg

http://truefire.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/FenderBroadcaster.jpg

http://40.media.tumblr.com/tumblr_lely4uxH6U1qcfymlo1_1280.jpg

http://www.gretsch.com.br/padrao/padrao.php?link=produtos&linha=C0797]

http://i1.r7.com/data/files/2C92/94A4/2D46/BCBB/012D/575E/EF28/19C0/AP%20bono.jpg

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

História da Guitarra: Parte 1

Texto de Amanda Pontual

Publicado originalmente no Blog
 http://acordesrecife.blogspot.com.br/
em 05/11/2014
Guitarra, um instrumento musical que virou ícone, moda. Que se tornou símbolo de um movimento, sinônimo de mudança, de rebeldia, de subversão. Criado a partir da junção de música, tecnologia e eletrônica.

Sua origem é tão misteriosa quanto à de seu irmão mais velho, o violão. A guitarra clássica, que aqui chamamos de violão por razões que não serão abordadas nesse post, tem possível origem na península ibérica, provavelmente no século XV. A origem do nome guitarra pode ser atribuída ao músico italiano Leonardo Del Chitarino, que tocava um instrumento chamado de mandora ou Chitarino.
Mandora ou Chitarino

Mandora ou Chitarino
A guitarra elétrica surgiu da necessidade de impor um maior volume de som ao violão. Surgiu na década de 30 e não existe uma autoria da "invenção" do instrumento.

"A ideia era, além do mais, que soasse mais forte, obtendo uma imitação o mais fiel possível do som da música havaiana, muito em moda nos Estados Unidos naquele momento" (SALVAT, 2009)

As primeiras guitarras foram, portanto, as havaianas. Possuíam um braço comprido e corpo chato de alumínio. Ligada a um amplificador, a guitarra assumiu um papel de protagonista no conjunto instrumental.

A guitarra elétrica soa por vibração eletromagnética. Utiliza pedais de distorção e amplificadores. Embora não exista um "criador" do instrumento, dois nomes se destacam na elaboração de modelos e melhorias no instrumento. São eles Leo Fender e Les Paul.

Adolph Rickenbacker foi um dos pioneiros na construção de guitarras elétricas, provavelmente no ano de 1931. Fundou, juntamente com George Beauchamp e Paul Barth a Rickenbacker International Company (RIC), empresa que iniciou a fabricação de guitarras elétricas havaianas.

A primeira linha de guitarras da Rickenbacker foi a Frying Pan, projetada por Beauchamp. Possuía corpo de alumínio e podia vir com 6 ou 7 cordas. O nome oficial do instrumento é Rickenbacker Electro A-22, e seu apelido se deve à semelhança do instrumento com uma frigideira. A guitarra ainda possuía um certo problema de afinação e sua produção se estendeu de 1931 à 1939.

Rickenbacker Electro A-22 "Frying Pan"
Outros modelos célebres das décadas de 30-40 da Rickenbacker foram a Electro Spanish e Rickenbacker Electro Modelo B.

Electro Spanish

Model B

A Rickenbacker continua produzindo guitarras e baixos elétricos até os dias atuais. Os Beatles foram um dos grupos que preferiam o uso de instrumentos desta marca.
As guitarras de corpo maciço começaram a ser comercializadas entre as décadas de 30/40. Muitos foram os responsáveis pelos avanços obtidos na produção de um instrumento que, ao ser amplificado, mantivesse tanto sua afinação como uma boa qualidade sonora e de ressonância.
George Harrison com a sua Rickenbacker


Em 1936 a marca Gibson lança a ES150. A guitarra espanhola elétrica da Gibson foi o primeiro modelo de sucesso comercial. O nome ES refere-se à Eletricidade Spanish e 150 está relacionado ao preço cobrado pelo instrumento com cabo e amplificador, que girava em torno de US$ 150,00.
 Foi desenvolvido por Montgomery Ward e Spiegel May Stern. O modelo clássico possui os chamados F's presentes na família dos violinos. Um dos músicos mais famosos por utilizar este instrumento foi o guitarrista de Jazz Charlie Christian.

Gibson ES150


A fábrica Gibson Guitar Corporation descende da Gibson Brands, fundada em 1902 por Orville Gibson e que fabricava inicialmente bandolins. As guitarras Gibson são também conhecidas como Guitarras Semi Acústicas. São até os dias atuas, preferências do universo do Jazz e Blues.

Já na década de 40, a história da Gibson e de Lester William Polfus, mais conhecido como Les Paul, iriam se fundir. Les Paul criou nesta década a famosa guitarra "Log" que recebe este nome por ser formada de um bloco de madeira. Foi a primeira guitarra elétrica de corpo maciço.
Les Paul teve sua primeira experiência com a formulação de guitarras elétricas com 12 anos de idade. Ele introduziu um microfone de telefone nas cordas e uma cabeça de toca-discos no interior da guitarra acústica, ligando ao rádio dos seus pais. Fez essa experiência para conseguir amplificar o som do instrumento, pois ele tocava numa rede de fast-food e não era bem ouvido.

A sua “Log” foi apresentada à Gibson, mas inicialmente foi rejeitada. Les Paul foi ridicularizado e chamado de “o rapaz do pau de vassoura com pickups” (SALVAT, 2009). Uma década mais tarde, a Gibson lançaria as primeiras guitarras de corpo maciço em parceria com Les Paul.

Les Paul Log


Ainda na década de 40, Clarence Leo Fender funda a companhia K & F e passa a desenhar modelos de guitarra para a Rickenbacker.
Em 1946, Leo Fender funda a Fender Eletric Instruments Company. Dois anos mais tarde, associa-se a George Fullerton que irá contribuir nos designs das guitarras Telecaster ou Broadcaster, que serão largamente comercializadas na década de 50.
Este é apenas o início da comercialização de guitarras elétricas. Nas décadas seguintes, especialmente com a difusão do rock mundialmente, este instrumento passa a se tornar cada vez mais presente na música, e sendo aperfeiçoado ao longo dos anos.
Telecaster


Continua...

Bibliografia:

Coleção Instrumentos Musicais: Guitarra. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo – SP, 2012.

http://www.patguitar.com/images/Fender_Telecaster_229020/Fender_Telecaster_229020_01.jpg

http://www.fretboardjournal.com/files/u7/frying-pan-guitar.jpg

http://en.m.wikipedia.org/wiki/Guitar#

http://www.fredmeijer.nl/Portals/0/Rickenbacker%20Frying%20Pan.jpg

http://www.rickenbacker.com/history_early.asp

http://www.metmuseum.org/toah/images/h2/h2_64.101.1409.jpg

http://en.m.wikipedia.org/wiki/Frying_pan_(guitar)

http://www.vintagemartin.com/Rick_SpanishVibrolaGold_B011.jpg

http://www.earlymartin.com/RicknonoB_084.jpg

http://benbethea.files.wordpress.com/2013/07/georgeharrisonrickenbacker.jpg

http://www.12fret.com/wordpress/wp-content/gallery/gibson_es150_1949/Gibson_es150_1949_full_1.jpg

http://en.wikipedia.org/wiki/Gibson_ES-150

http://invention.smithsonian.org/centerpieces/electricguitar/pop-ups/02-07.htm

http://www.laparola.com.br/wp-content/uploads/2013/08/Log-Les-Paul1.jpg

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fender_Telecaster

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

15 de Setembro: Dia do Musicoterapeuta

DIA DO MUSICOTERAPEUTA


A Musicoterapia é uma arte e um ofício. É uma profissão, ao mesmo tempo que é um ato de amor. Em tempos em que nos vemos cada vez mais em uma sociedade adoecida pelas urgências diárias, pela pressa e pelas exigências, em que não temos tempo de nos conectar conosco, as terapias tem sido cada vez mais necessárias na nossa vida.

Uma grande aliada no nosso cotidiano tem sido a música, elemento artístico e de expressão cada vez mais presente na nossa sociedade. A Musicoterapia vem aliar a necessidade terapêutica e a linguagem musical, canal que tem sido um facilitador em muitas formas de terapia, sejam elas de reabilitação, paliativas ou psicológicas, exatamente pelo forte laço que une os seres humanos e a música.

Porém a profissão do Musicoterapeuta ainda enfrenta diversos desafios. Desde a luta pelo reconhecimento da profissão perante as esferas públicas até às lições populares para instruir que apenas pode exercer a Musicoterapia aquele profissional cuja formação englobe o curso superior ou pós graduação.

O dia 15 de setembro representa uma luta da UBAM - União Brasileira das Associações de Musicoterapia, que gerou o Projeto de Lei Nº 386 de 1988 do Estado de São Paulo, escrito pelo Deputado Moisés Lipnik. Em 30 de abril de 1991, o então governador de São Paulo Antônio Fleury Filho tornou oficial por meio da Lei 7177/91 o dia 15 de setembro como o Dia do Musicoterapeuta, data que mais tarde se tornaria nacional.

Apesar da data ter sido instituída em 1991, apenas em 2010 a profissão de Musicoterapeuta foi incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Atualmente, o profissional Musicoterapeuta atua com o CBO (Código Brasileiro de Ocupações) número 2263-05, como subárea de “Profissionais das terapias criativas, equoterápicas e naturológicas”, como consta no Portal do Trabalho e Emprego, do Governo Federal (2015). É reconhecido o profissional com graduação em Musicoterapia e os portadores de especialização na referida área.

Ainda há muito o que galgar na profissão de Musicoterapeuta. Seguimos na luta. Enquanto isto, parabenizamos a todos os profissionais desta bela e árdua profissão.

domingo, 23 de julho de 2017

10 Filmes Sobre O Poder Da Música

Que a música é um elemento indispensável na vida moderna da humanidade, isso todos nós já sabemos. Mas além de alegrar o nosso dia a dia, a música tem um verdadeiro poder transformador. E o cinema tem aproveitado o tema para realizar algumas da películas mais emocionantes da telona.

Aqui estão alguns exemplos dos melhores filmes sobre o poder da música:

10 - Música do Coração (Music Of The Heart, 1999)

O filme conta a história real de Roberta Guaspari (Meryl Streep), uma violinista que foi abandonada pelo marido e se vê obrigada a dar aulas numa escola pública de East Harlem. O que começa como uma tarefa obrigatória, acaba como um ato de amor, dedicação e transformação de uma comunidade. Após alguns anos, a luta de Roberta é para manter o programa de música, após um corte na verba escolar.

9 - Mr. Holland - Adorável Professor (Mr. Holland's Opus, 1995)

Gene Holland (Richard Dreyfuss) é um compositor que planeja completar sua sinfonia. No ano de 1964, decide lecionar em uma escola em um período inicial de 4 anos para completar sua renda. Porém, sua esposa engravida e seu filho nasce com deficiência auditiva, fazendo com que Holland adie seus sonhos de compositor para manter sua família. O que poderia ser a grande frustração da vida de Holland, torna-se em seu maior feito. Como professor, ele irá transformar a vida de seus alunos e a sua própria.

8 - O Pianista (The Pianist, 2002)

O filme conta a trajetória do pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrian Brody) que tenta sobreviver após o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939. Inspirado em fatos reais da vida do músico, o filme ganhador de vários prêmios, incluindo o Oscar de melhor ator para Brody, é um importante relato de uma das épocas mais sombrias da história moderna.

7 - A Voz do Coração ( Les Choiristes, 2003)

Em um pensionato para crianças consideradas delinquentes, o professor Clément Mathieu (Gerárd Jugnot) tem a missão de formar um coro com os meninos, enquanto lida com os métodos não ortodoxos do diretor. Quem narra a história é um dos seus alunos, Pierre Morhange (Jacques Perrin), uma das mais brilhantes vozes do coro.

6 - O Solista (The Solist, 2009)

O colunista do Los Angeles Times Steve Lopez (Robert Downey Jr) é um homem problemático que vive em busca de uma história incomum. Ele encontra nas ruas um mendigo que ganha seus trocados tocando Beethoven ao violino nas ruas. Encantado pela destreza do músico, Lopez decide fazer uma matéria sobre ele, descobrindo que Nathaniel Ayers (Jamie Foxx) é na verdade um ex prodígio do violoncelo que sofre de esquizofrenia. Eles desenvolvem uma intensa amizade, com Lopez tentando ressocializar Ayers e devolvê-lo ao mundo da música.

5 - A Família Bélier (Le Famille Bélier, 2014)

Paula Bélier (Louane Emera) é uma jovem com uma família bem diferente, seus pais e seu irmão são deficientes auditivos, sendo ela a única na família que ouve. Sendo assim, acaba sendo intérprete dos seus familiares em seus trabalhos na fazenda, consultas médicas, e em outras atividades, o que proporciona ao filme algumas cenas hilárias. Paula porém descobre o talento para o canto e tem a oportunidade de viajar para Paris para se aprimorar. É então que entra o dilema, deixar seus pais ou seguir seu sonho. Um filme emocionante e com final surpreendente. 

4 - O Quarteto (Quartet, 2012)

O Quarteto é um filme emocionante sobre envelhecer com a música ao seu lado. Três ex cantores líricos encontram-se morando em um lar para idosos. Cissy (Pauline Collins), Reggie (Tom Courtenay) e Wilfred (Billy Connolly) passam seus dias ensaiando e cantando juntos para seus colegas de casa. A chegada de Jean (Maggie Smith), ex esposa de Reggie, traz novos conflitos e uma grande oportunidade ao quarteto, reviver a parceria de sucesso na ópera Rigoletto.

3 - O Último Concerto (A Late Quartet, 2012)

Peter Mitchell (Christopher Walken), Robert Gelbart (Phillip Seymour Hoffman), Julliette Gelbart (Catherine Keener) e Daniel Lerner (Mark Ivanir) formam um dos mais famosos quartetos de cordas dos EUA. Porém, uma notícia trágica irá mudar os rumos do grupo. O fundador do quarteto, Peter é diagnosticado com Mal de Parkinson e decide deixar o grupo. Planeja então um concerto que marcará sua despedida. A notícia abalará a já frágil relação dos membros do quarteto, que terão de aprender a superar suas dificuldades e problemas pessoais para celebrar a história do quarteto. O filme é o último registro cinematográfico do ator Phillip Seymour Hoffman, que cometeu suicídio antes do lançamento do filme.

2 - Canção Para Marion (Song For Marion, 2013)

Marion (Vanessa Redgrave) está com câncer terminal. Sua maior alegria é cantar. Seu rabugento marido Arthur (Terence Stamp), mesmo sem entender o amor da esposa pela música, a leva sempre aos ensaios do coro. Após a morte da esposa, Arthur fica cada vez mais solitário. É então que entra em ação a regente do coro, Elizabeth (Gemma Arterton), numa busca para trazer a alegria de viver à Arthur, através da música. Um filme emocionante. Destaque para Redgrave cantando True Collors.

1 - A Música Nunca Parou (The Music Never Stopped, 2011)

Gabriel Sawyer (Lou Taylos Pucci) é um jovem que abandonou sua casa e manteve-se a distância de sua família. Vinte anos depois, seus pais o reencontram, mas descobrem que Gabriel possui um tumor no cérebro, e grande parte de sua memória é perdida. Seu pai, Henry (J. K. Simmons), trava então uma batalha para se conectar com seu filho que, apesar de não conseguir produzir novas memórias, bem como não conseguir dialogar com este, responde de forma surpreendente à música. Ao lado deles está a musicoterapeuta Dianne Daley (Julia Ormond), na busca por reabilitar as memórias de Gabriel através das músicas que marcaram a vida dele.

Menção Honrosa - Tempo de Despertar (Awakenings, 1990)

O filme Tempo de Despertar é baseado no livro homônimo do neurologista Oliver Sacks. Nele, o neurologista Malcolm Sayer (Robin Williams), começa a trabalhar em um hospital psiquiátrico com pacientes com uma forma agressiva de catatonia. Ele utiliza uma droga experimental, L-DOPA e promove um "despertar" no quadro destes pacientes. Embora não lide diretamente com a temática musical, o filme conta com uma cena em que mostra que uma de suas pacientes se movimenta espontaneamente ao som da música. Em outra ceno, o personagem principal diminui consideravelmente os tremores durante a dança com uma amiga.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band: 50 anos depois


Sons de público. Uma banda começa a tocar. É a banda do sargento Pimenta, liderada por Billy Shears. Surge então um dos maiores álbuns do Fab Four, envolto em um mistério e com uma teoria da conspiração que se tornou uma das maiores (senão a maior) da história do Rock. Paul McCartney estava morto e foi substituído por um sósia, chamado Billy Shears.



Polêmicas e teorias malucas à parte, Sgt. Pepper's é um prelúdio da era hippie, que iria entrar em seu auge 2 anos depois, no Festival de Woodstock em 1969. Já na capa, o álbum traz uma série de referências da cultura Pop, com colagens de fotos de celebridades como Karl Marx, Marilyn Monroe, Fred Astaire, Marlon Brando, Oscar Wilde, entre outros. Rico em seu colorido e trazendo à frente a banda em duas representações: a clássica banda Beatles, com seus cabelos "a lá" Romeu e terninhos, e a Banda do Sgt. Pimenta ao centro.

Celebridades na capa do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band


Lançado em 1º de Junho de 1967, é o 8º álbum de estúdio dos Beatles, já em uma época em que o grupo abdicou das apresentações ao vivo para se dedicar aos álbuns, que se tornaram obras de arte. O "sumiço" dos palcos, aliado a um acidente sofrido por Paul foram os motes para a criação do mito "Paul is Dead". Na verdade, Billy Shears foi um pseudônimo usado por Ringo Starr, que logo após ser anunciado na música de abertura, entoa a música With A Little Help From My Friends. A canção, que teria uma famosa versão na voz do saudoso Joe Cocker no Festival de Woodstock, traz uma brincadeira sobre Ringo ser "desafinado", mas que conseguia cantar com a ajuda de seus amigos. A música originalmente se chamaria Bad Finger Boogie, e foi escrita por Paul após este e John Lennon conversarem sobre a necessidade de se ter uma canção para Ringo.

Joe Cocker canta With A Little Help From My Friends em Woodstock


O álbum como todo demorou 105 horas para ser gravado, um marco para a época, além de 5 meses para ser terminado. Lançado no que foi chamado de "Verão do Amor", em que a cultura Hippie começava a se espalhar pelo mundo, o álbum é cheio de referências ao movimento, bem como a temas cotidianos de sociabilidade, autoaperfeiçoamento e questões urbanas, como relata Turner (2009).

"O espírito de 1967 tomou o álbum de modo significativo. Foi fruto da crença de que os limites para a imaginação eram impostos culturalmente e, assim sendo, deveriam ser desafiados. Tentava-se de tudo o que parecesse tecnicamente possível: do frenesi orquestral de "A Day In The Life" até a inclusão de notas de frequência tão altas que só um cachorro poderia perceber." Turner, 2009


Erroneamente Sgt. Pepper's é tido com álbum conceitual. Na verdade, não há elementos que o caracterizem desta forma, sendo as únicas canções que ligadas a faixa título e "With A Little Help...". Porém o álbum traz inovações, como um encarte com letras e a própria arte de capa.

A capa foi de autoria de Peter Blake, juntamente com o diretor de arte Robert Fraser. Custou na época 2800 libras e consistia em um cenário de flores e manequins de Madame Tusseuds, com recortes em tamanho natural dos ídolos dos 4 Beatles. Na teoria "Paul Is Dead", acredita-se que a capa apresenta um funeral (de Paul), no qual pode-se ver em um dos arranjos de flores o baixo Hoffner com 3 cordas e onde se lê Beatles deveria se ler "Be At Leso". Leso é uma ilha grega na qual Paul estaria enterrado.

Representação do Baixo de Paul

O que os fãs da teoria de que Paul está morto chamam de "Be At Leso"


Polêmicas e conspirações à parte, Sgt.Pepper's Lonely Hearts Club Band é um dos álbuns mais importantes da história do Rock e merece nossa reverência nestes 50 anos de seu lançamento. Vale muito a pena entrar no mundo envolto em psicodelia e elementos extraídos da música hindu, que George Harrisson tão bem representa na música "Within You Without You".

A viagem é um prelúdio aos seguintes "Magical Mystery Tour e Yellow Submarine. E rendeu homenagens como o longa metragem Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, produzido por Robert Stigwood e estrelado por Peter Frampton e os irmãos Bee Gees em 1978.

Bee Gees e Peter Frampton no filme inspirado no álbum dos Beatles


Referências:

THOMAS, Gareth. Beatles: a história ilustrada. Ed. Escala, São Paulo, 2010.

TURNER, Steve. The Beatles: a história por trás de todas as canções. Tradução: Alyne Azuma. Cosac Naify. São Paulo, 2009. 4ª reimpressão 2014.

http://www.guitarworld.com/sites/default/files/public/sgt-pepper_1.jpg

http://g1.globo.com/musica/noticia/sgt-peppers-album-dos-beatles-que-marcou-a-historia-da-musica-completa-50-anos.ghtml

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sgt._Pepper%27s_Lonely_Hearts_Club_Band

http://baudoedubillyshears-edu.blogspot.com.br/2008/11/eu-fui-o-primeiro-e-nico-billy-shears.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Sgt._Pepper%27s_Lonely_Hearts_Club_Band_(film)

https://ogimg.infoglobo.com.br/in/18376160-8dd-728/FT1086A/2011-387880904-2011050272914.jpg_20110502.jpg

https://i.ytimg.com/vi/DGr2jdCu_Yg/maxresdefault.jpg

https://d3j0sq6zklqdqq.cloudfront.net/photos/2015/08/17/107-28368-joe-cocker-1439839982.png

http://images.mentalfloss.com/sites/default/files/pepperhed.jpg?resize=1100x740

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Villa-Lobos e o Violão



O ano era 1903. Santos Dumont acabara de chegar de sua vitoriosa empreitada em Paris. Dentre as muitas homenagens que recebeu, uma se destacou em seu coração. Um grupo de "chorões" toca uma música de Eduardo Neves:

"A Europa curvou-se ante o Brasil
E clamou parabéns em meigo tom
Brilhou lá no céu mais uma estrela
Apareceu - Santos Dumont"

Dentre o grupo, encontrava-se um rapaz magrinho que tocava a ocarina. Mas que já era mestre ao violão, e com ele, ajudava no sustento da família, dando lições a cinco mil-réis por mês. O jovem era ninguém menos do que Heitor Villa-Lobos, ou simplesmente Villa. Já não era mais o "fujão" Tuhu. Trazia nos ombros a responsabilidade de ser o "homem da casa" após a morte de seu pai. Já não havia em sua casa a ilusão de que iria tornar-se médico. Deveria ser músico. Melhor guiar-se pelo coração seresteiro do que torna-se um mau médico, como diria a sua amada tia Fifina.




Villa-Lobos passou a integrar o grupo de choro Cavaquinho de Ouro, que tocava músicas de Ernesto Nazareth, Joaquim Callado, dentre outros. Convivia com Quincas Laranjeira, João Pernambuco, Pixinguinha, Donga, Catullo da Paixão Cearense, dentre outros. Mas não se resumiu ao choro. Estudou a técnica dos grandes nomes do violão europeu, como Tárrega, Carcassi e Sor. Em seu famoso encontro com Andrés Segóvia, disse-lhe que "não era violonista, mas sabia toda a técnica de Carulli, Sor, Aguado, Carcassi, etc" (TABORDA, 2011)

Joaquim Callado


As primeiras composições de Villa-Lobos para o violão datam de 1899, com a "Mazurka em Ré" e "Panqueca". Infelizmente estas obras foram extraviadas. Mas o velho Villa ainda iria nos deixar grandes obras para o instrumento, compondo até 1950 para o mesmo. Mesmo tendo estudado técnicas europeias, a música de Villa traria sempre o caráter nacionalista. Entre os anos de 1908-12 ele escreve a "Suíte Popular Brasileira", composta por 5 peças (Mazurca-choro, Schottisch-choro, Valsa-choro, Gavota-choro e Chorinho).

Choros, Estudos e Prelúdios

Em 1920, Villa-Lobos compõe o "Choro nº 1", em homenagem ao mestre Ernesto Nazareth. Esta obra é o "abre-alas" para uma série de 17 choros, que refletem o virtuosismo deste e a habilidade em juntar a técnica e a expressão popular em uma única obra. Em suas próprias palavras, Villa-Lobos afirma que os Choros são construídos "segundo uma forma técnica especial, baseada nas manifestações sonoras dos hábitos e costumes dos nativos brasileiros, assim como nas impressões psicológicas que trazem certos tipos populares, extremamente marcantes e originais" (TABORDA, 2011).
Ernesto Nazareth


Trecho da partitura do Choro nº1



Entre os anos de 1924-29, mais uma vez um mestre é alvo das homenagens de Villa. A série de 12 peças intituladas "Estudos" é composta e dedicada a Andrés Segóvia. Até os tempos atuais, tanto os "Choros" como os "Estudos" são repertório obrigatório aos violonistas que ambicionam o profissionalismo e o aprimoramento técnico e virtuosístico.

Andrés Segóvia


A série "Prelúdios" conta com 5 peças dedicadas a sua segunda esposa Arminda, a qual ele chamava carinhosamente de Mindinha. Foram escritas na década de 40.

Concerto Para Violão e Orquestra

Por encomenda de Segóvia, Villa-Lobos compôs uma "Fantasia Concertante" para violão e orquestra. Villa prontamente atendeu seu pedido, que a princípio não contava com a tradicional cadenza entre o segundo e terceiro movimento. Esta seria sua última composição para o violão. o ano era 1951, a saúde de Villa-Lobos começava a abandoná-lo. 8 anos depois, viria a falecer.
Segóvia e Villa-Lobos

Nesta obra, Villa adiciona uma autocitação no segundo movimento, extraído do tema principal das "Bachianas Brasileiras nº 4". Para o primeiro movimento, Villa se inspirou no Nordeste brasileiro. Aliás, como veremos nos próximos capítulos, Villa-Lobos era um grande viajante e pesquisador da música brasileira. E fazia questão de imprimir toda essa "brasilidade" em suas composições. E assim como a cultura de nosso país é abrangente, diversa é a obra de Villa.


Porém, Villa-Lobos resolveu escrever a cadenza e dar de presente a Segóvia, tornando a Fantasia no "Concerto para Violão e Orquestra". Uma obra que encerra com chave de ouro a contribuição do velho Villa ao seu amado instrumento violão.

Em breve voltaremos com mais um capítulo da épica saga de Heitor Villa-Lobos pelo mundo da música. Leiam também a primeira e segunda parte desta jornada.



Referências:

BUENO, Roberto. Pedagogia da Música - Vol. 1. Keybord Editora Musical LTDA. Jundiaí, 2011

SILVA, Francisco Pereira da. Villa-Lobos. Ed. Três. São Paulo, 1974]

TABORDA, Márcia. Violão e Identidade Nacional. Ed, Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 2011

Grandes Compositores da Música Clássica: Villa-Lobos. Abril Coleções. São Paulo, 2009

Antônio Carlos Gomes, José Pablo Moncayo, Heitor Villa-Lobos, Alberto Ginastera: Royal Philharmonic Orchestra. Mediasat Group S.A.: texto e documentação Eduardo Rincón: tradução Eliana Rocha. Publifolha. São Paulo 2005 (Coleção Folha de Música Clássica)

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